Tem crescido o número de conjuntos habitacionais com grandes áreas comuns. São locais que, além de receber um grande volume de pessoas e animais domésticos todos os dias, também costumam abrigar produtos e materiais de uso comunitário. Para evitar que esses ambientes sejam infestados com as chamadas pragas urbanas – como ratos, baratas, formigas entre outros – é importante que as administrações prediais mantenham em dia o controle de vetores e pragas urbanas (dedetização).

No entanto, de acordo com Ségio Bocalini, biólogo e especialista em entomologia urbana, ainda é comum que porteiros e zeladores, não treinados e credenciados, façam a aplicação dos produtos. “Quando a dedetização é feita por leigos, que geralmente não utilizam equipamen
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tos de proteção individual, como máscaras, luvas e vestimentas adequadas, aumentam as chances de intoxicação, pois ficam expostos a produtos tóxicos, que só devem ser manipulados por profissionais especializados no combate às pragas urbanas”, disse.

Ele alertou sobre problemas trabalhistas que podem ser gerados a partir dessa prática. “A aplicação errada pode causar ainda intoxicação aos animais domésticos, inclusive, levando-os ao óbito” insistiu.

O controle adequado de vetores e pragas urbanas – aquele que é eficiente sem colocar em risco a saúde de pessoas e animais - será um dos temas discutidos em São Paulo, durante a Expoprag, feira Internacional de Produtos e Serviços para o Controlador de Pragas Urbanas da América Latina. O evento ocorre até 26 de setembro, com entrada gratuita – os cadastros podem ser realizados pelo portal: http://expoprag.com.br/inscricoes .

A aplicação de inseticidas

Conforme o biólogo, além de abrigarem enorme variedade de locais propícios para as pragas urbanas, os prédios também contam com condôminos das mais diversas personalidades – desde aqueles que se importam em manter a higienização dos ambientes, como os que não dão tanta importância ao tema. Para Bocalini, “cada condomínio é, praticamente, uma cidade, por isso, o ideal é que sejam firmados contratos de manutenção com empresas especializadas na dedetização e os locais permaneçam seguros, com seus moradores, livres de doenças causadas por vetores e pragas urbanas”.

O especialista avalia que as dedetizações devem ser realizadas com intervalos de, no máximo, 90 dias. Tal prática controla as mais diversas pragas urbanas, desde ratos, baratas, formigas, cupins, pulgas, carrapatos, até pombos, que também geram demanda de controle em áreas de condomínios.

“É importante que as dedetizações prediais sejam realizadas por empresas especializadas no segmento, pois estas contam com técnicos que avaliam os locais e buscam os melhores métodos a serem adotados para o controle efetivo dos vetores e animais sinantrópicos nocivos”, defendeu Sérgio.

Segundo ele, produtos e técnicas específicas para a aplicação nos locais corretos também estão entre os benefícios das empresas especializadas em dedetização (normalmente licenciadas pela Anvisa), que previnem aplicações equivocadas de produtos e diminuem os riscos de intoxicação.

Para aumentar a eficácia da dedetização em condomínios prediais, os contratantes devem seguir as recomendações das empresas contratadas, pois só o trabalho destas empresas não é suficiente – a organização dos ambientes, livres de entulhos e devidamente limpos, também é essencial.