Eles se alimentam de celulose, destroem madeira, papel, papelão e até alguns tipos de tecidos, como o algodão. Pequenas, algumas espécies se deslocam facilmente em busca de abrigo e alimento, podendo infestar um imóvel inteiro. Por ter grande poder de destruição, os cupins estão entre as pragas que mais causam prejuízos em ambiente urbanos.

Segundo Sérgio Bocalini, biólogo e vice-presidente executivo da Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (APRAG), os cupins são realmente preocupantes, porém, há formas de se proteger e evitar a infestação, e nem sempre esta infestação é um caso perdido, que não justifica tratamento. “Existem diversos mitos envolvendo os cupins. É necessário que a população conheça um pouco mais sobre o inseto, para proteger seu patrimônio e até fugir de golpes de empresas mal intencionadas”, explica Bocalini.

Conheça alguns dos mitos e verdades que envolvem os cupins:

Siriri é Cupim – VERDADE! Os siriris são cupins em fase alada. Com a chegada do calor e o aumento da umidade, eles iniciam seu período reprodutivo e aproveitam para se instalar facilmente nos imóveis em busca de alimento. Para se proteger, a população pode evitar a entrada dos siriris colocando telas em portas e janelas e apagando as luzes dos imóveis. Um serviço preventivo feito por empresas especializadas no controle de pragas também é eficiente.

Cupim come concreto – MITO! O máximo que o cupim é capaz de fazer é desgastar algumas estruturas de alvenaria dependendo da consistência da argamassa utilizada na construção. Isso para abrir caminho e se movimentar pelo imóvel, em busca de alimento e abrigo. Mas o cupim não consome o concreto como faz com as estruturas madeira.

Cupim pode destruir toda uma casa de alvenaria – MITO! Os cupins somente têm poder para comprometer a estrutura de uma casa por completo se ela for construída com madeira não tratada. Do contrário, os estragos que podem causar em paredes de alvenaria são pequenos para levar à destruição do imóvel.

É impossível vencer a batalha contra os cupins – MITO! “Muitas pessoas acreditam que se um imóvel ou móvel está infestado, acabou, não há solução”, conta Sérgio Bocalini. Isso nem sempre é verdade. “Na maioria dos casos, é possível perceber a presença de cupins em estágio inicial de infestação, e, dessa forma, realizar um trabalho eficiente no controle da praga para salvar o local infestado”, completa o biólogo. Vale ressaltar que este trabalho deve ser feito por empresas especializadas no controle de pragas, que avaliem a infestação e decidam pela melhor forma de controle, evitando riscos de intoxicação aos moradores.

Várias espécies de cupim infestam ambientes urbanos – VERDADE! São várias as espécies, porém, são dois tipos os mais comuns. O cupim de madeira seca, como o nome já diz, se instala em peças de madeira com baixa umidade, como móveis, portas, batentes e rodapés. A infestação normalmente é isolada.  A presença deste cupim é facilmente identificada pelas fezes, um material granulado, que aparece no local infestado. O cupim subterrâneo é a outra espécie comum e a mais destrutiva. Prefere ambientes mais escuros e úmidos, pois se desidrata com facilidade. Não aparecem as fezes como acontece com a espécie anterior, mas deixa alguns caminhos de terra por onde se movimenta, o que faz com facilidade. Suas colônias são maiores e podem ser instaladas próximas ao solo ou em caixões perdidos, decks, entre outros locais.

Cupins são sempre prejudiciais – MITO! Existem espécies benéficas de cupins. Principalmente espécies silvestres, que têm um importante papel como decompositores.

Para tirar outras dúvidas sobre os cupins e se informar sobre a maneira segura de contratar uma empresa especializada no controle de pragas, o consumidor deve entrar em contato com a APRAG (www.aprag.org.br).